Igreja Confessional Luterana de Angola continua atuando na preparação de seus obreiros, por meio do seu Seminário Concórdia, e mantendo o trabalho nas congregações e pontos de pregação.

Em todo o território qualquer igreja sempre teve dificuldades para ser reconhecida. Em 2004, um decreto exigiu que, para uma igreja ser reconhecida, necessitava de 100 mil membros, apresentando cópia de documentos dos membros com reconhecimento de cartório, e devia estar presente em 2/3 do território nacional. As igrejas cristãs constituíram plataformas ecumênicas e atenderam juntas este decreto, mantendo cada uma delas a sua autonomia doutrinária.

Em dezembro de 2018, um novo decreto executivo (No 454/18) extingue as plataformas ecumênicas e faz novas exigências para a sua existência.

As igrejas estão a se organizar em forma de federação, e 11 igrejas formaram a Igreja de Cristo Unida. O conhecido Rev. Benjamim Nzuzi Mavungo foi por eles escolhido presidente da Comissão Instaladora.

O referido decreto ainda ordena encerrar as atividades em locais inadequados e improvisados. Os cultos não podem ser realizados em “sombras” (espaços cobertos com palhas), mas necessitam ser construções, com piso, e paredes com pelo menos dois metros de altura, como escreve o pastor Mavungo: “O mesmo decreto manda encerrar os locais de cultos inadequados. Razão pela qual todas as congregações foram encerradas até termos as condições exigidas, isto é, pavimentar (piso) e vedar as sombras com madeiras numa altura de 2 metros, pintar as capelas e colocar bancos com dorsal etc”.

 

Assim, há um grande desafio econômico para a igreja de Angola continuar a pregar o Evangelho em suas congregações. Hoje estão realizando seus cultos fora dos locais improvisados, mas não desistiram de adorar a Deus.